sexta-feira, 28 de agosto de 2009


Meus pensamentos são invadidos, ainda pela manhã, pelo que te pertence. Nem me foi permitido sair da cama e tu já estavas acordada e dançando dentro da minha cabeça, mas não comigo. Depois disso, percebo que sonhei a noite inteira contigo. Era um daqueles sonhos que pode se tornar realidade. Não havia nada de muito anormal nele, a não ser o fato de eu estar falando com você.

Repentinamente, fui para longe e observei a lua. Nossa, quão bela ela estava. Ficou cheia, pois toda ela queria me ver com ela. Olho para a lua e percebo que você está bem em baixo dela. Já que era assim que se encontravam, então que todos sumissem, que todas as luzes se apagassem e que eu me aproximasse de você para dizer que me apaixonei e para dançar a mais bela de todas as danças, a vida, ao teu lado. Rodar-te-ia pelo salão, pegaria na tua pequenina e suave mão e tocaria tuas costas com a outra. Juntava meu corpo ao teu, minha boca à tua face, meu nariz ao teu cabelo, meu coração ao teu desejo. Sussurrava a ti palavras nunca por mim ditas.Calar-me-ia e encontrava teus olhos fechados. Ao olhar-te, vejo a transparência de tudo que há de mais belo na existência.

Combina menina com jeito de mulher, mas com a mais pura das crianças encravada em seu peito. Rosas. Dançarina árdua, mas com o mais lindo sonho vivo em sua mente. Vinho. Enigmática e falante, mas com o silêncio mais orquestrado que pode haver no seu ser.

Sim, você existe. Mas ainda não sou seu par no salão.

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